segunda-feira, 28 de março de 2011

Gêneros Literários - Exercícios

Leia o texto para responder os exercícios 1 e 2:

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira
1. A que gênero pertence Desencanto, de Manuel Bandeira? Por que se pode dizer que o texto é representante desse gênero?

2. Você diria que a poesia de Manuel Bandeira é objetiva ou subjetiva? Justifique.

3. O trecho abaixo é representante de que gênero? Justifique.
“Na serra de Ibiapaba, numa de suas encostas mais altas, encontrei um jegue. Estava voltado para o lado e me pareceu que descortinava o panorama. Mas quando me aproximei, percebi que era cego.” (Oswaldo França Júnior, em As Laranjas Iguais).

4. Retire do texto abaixo três marcas do Gênero Dramático.

JOANA Cê gosta da filha do Creonte, Jasão?
JASÃO Não quero falar nisso agora...
JOANA Gosta não.
Ta só perturbado, né? Responde pra mim...
JASÃO Tava falando, deixa eu continuar, sim?
JOANA Responde duma vez, homem, toma coragem.
Você gosta mesmo da moça?...
JASÃO (gritando) Mulher, pára, deixa eu falar... (tempo)
Você sabe... eu não tenho cara pra chutar vocês pra córner... é sacanagem
que eu não vou fazer. Mas também veja o meu lado
Cedo ou tarde a gente ia ter que se separar
Quando eu te conheci, tava pra completar
vinte anos, não foi? Eu nem tinha completado
Você tinha trinta e quatro mas era bem
conservada, a carroceria, bom molejo
e a bateria carregada de desejo
Então não queria saber de idade, e nem
quero saber, porque para mim quem gosta gosta
e o amor não vê documento nem certidão
Só que dez anos se passaram desde então [...]
5. Dê o significado de epopéia.

Leia o poema abaixo e responda os exercícios 6 e 7.

Soneto de Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes

6. Faça a escansão do poema e indique:

a) Número de sílabas poéticas:

b) Tipo de verso:

c) Tipo de rimas:

7. Leia as seguintes afirmações sobre o poema de Vinícius de Moraes e indique qual afirmação se refere ao conceito de poema e qual se refere à definição de poesia. Explique

a) O poema trata da separação amorosa. Nele, a separação equivale ao desmanche de uma relação vivida pelo eu lírico, fruto de uma paixão que simplesmente acabou. A paixão, tanto intensa quanto curta, repentinamente acaba.

b) O poema é um soneto, ou seja, apresenta 14 versos, divididos em 4 estrofes, sendo 2 quartetos e dois tercetos.

8.  Leia os trechos que se seguem e indentifique, dentre as figuras de linguagem abaixo, a presente em cada um deles.
eco – paronomásia – aliteração – onomatopéia -  assonância - paralelismo

a)  “João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.”
(Carlos Drumond de Andrade)

b)  “Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”
(Cruz e Souza)
c) “Há quem faça obras / eu apenas / solto as minhas cobras”. (Sebastião Uchoa Leite)

d) “Era ela, Arabela. Como estava bela!” (Ciro dos Anjos).

e) “Tinir de ferros... estalar de açoite.” (Castro Alves)

f) “Sou Ana, da cama
    da cana, fulana, bacana
    Sou Ana de Amsterdam”
    (Chico Buarque)

9. Leia o poema abaixo e responda às perguntas.

Fanatismo

"Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim."

Florbela Espanca

a) Por que o título do poema é “Fanatismo”? Que a passagem do poema melhor justifica esse título?

b) No verso “Meus olhos andam cegos de te ver!” há a predominância de uma figura de linguagem. Que figura é essa?

c) No poema aparecem duas visões para o amor que se opõem. Copie os versos que apresentam cada uma delas.

d) A que conclusão chega o eu-lírico na última estrofe do poema?


Clique aqui para acessar as respostas dos exercícios.

6 comentários:

  1. Ficaria muito grato se você podesse enviar as respostas dos exercícios referente ao poema Desencanto, pois é um exercício muito interessante.
    Antecipadamente agradeço.
    Abraços

    Meu e-mail affonsolianza@ibest.com.br

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  2. Você pode me mande as respostas por favor?
    sil_venancios@hotmail.com

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  3. eu quero ter acesso as respostas dessas atividades. obrigada

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